
Quando se perde tudo (ou quase), sente-se no peito um vazio, uma coisa inexplicável, inevitável, incomparável... Sente-se o medo e também o receio, sente-se a falta e a dor singela e sincera. Um mar de coisas passam por sua mente de forma imperceptivel, uma onda logo surge e o afoga na amargura de 'ser'. Existem variados tipos de pessoas, aquelas que atraem e traem, aquelas que consumem muito seu tempo sem dar nada em troca, aquelas que despertam sentimentos apagados, aquelas que sorriem sem necessidade e sentem-se felizes em ver um próximo sorrir, aquelas que lutam pelos ideais e pelas idéias que têm em mente para celebrar, há também aquelas que não se importam com nada a sua volta e ainda assim fingem estar 'tudo bem'. Pessoas... Elas estão tão relacionadas a vida quanto você pensa, assim como respira. As pessoas são a vida, elas são os casos, são os rastros, desesperos e noites mal dormidas. Quem nunca teve um motivo de discordia? Quem nunca sonhou em jamais acordar? Quem nunca se arrependeu de amar? Quem nunca deixou para tras o que poderia levar adiante? Viver é um fato, mas nem sempre uma realidade, afinal, tantas e tantas e mais vezes vivemos na ilusão, seja ela da amizade ou da paixão. Mesmo quando tentarmos, nunca conseguiremos fazer felizes todas as pessoas, sempre haverão aquelas que irão contra a maré, que dirão palavras asperas, que o deixarão por medo de errar (mas errar também é viver), o que importa é seguir o coração, mesmo no meio das decepções, mesmo com a rancorosa dúvida, mesmo que a perda seja grande demais. O que é viver? Eu não sei, não ouso saber, não arrisco minhas certezas em um caso tão incerto. Mas como viver? Eu vivo rindo e chorando, eu vivo de emoções e razões, eu vivo de medo e coragem, eu vivo como se deve viver... E você? Já viveu hoje?

